17 de outubro de 2008

PREVENÇÃO DE ACIDENTE NOS TRABALHOS EM ALTURA

OBJETIVO:
PASSAR CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIA ADQUIRIDA NA
PREVENÇÃO DE ACIDENTES EM TRABALHO EM ALTURA
O QUE DIZ A LEI
SEGUNDO A LEI, A CULPA ESTÁ FUNDAMENTADA NA TEORIA DA
PREVISIBILIDADE.
PREVISIBILIDADE É A POSSIBILIDADE DE SE PREVER UM FATO.
DIZ-SE HAVER PREVISIBILIDADE QUANDO O INDIVÍDUO, NAS
CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE SE ENCONTRAVA, PODIA CONSIDERADO COMO
POSSÍVEL A CONSEQÜÊNCIA DE SUA AÇÃO.
ASSIM SENDO, AO TRABALHADOR, SÓ É DEVIDA A CULPA QUANDO O
ACIDENTE FOR CAUSADO POR ERRO PROFISSIONAL, O QUE DETERMINA A SUA
IMPERÍCIA.
OS ERROS DE OMISSÃO E NEGLIGENCIA DEVEM SER ATRIBUÍDOS AOS QUE
TÊM O PODER DA DECISÃO.
O DESCUMPRIMENTO DAS MEDIDAS DE ENGENHARIA TRAZEM CONSIGO
DANOS CONSIDERÁVEIS À PRODUÇÃO DA EMPRESA.
A LEI 8213 - CUSTEIO E BENEFÍCIOS - À PARTIR DE SUA APROVAÇÃO
CONSIDERA O DESCUMPRIMENTO DAS NORMAS DE SEGURANÇA COMO CONTRAVENCAO
PENAL.
O QUE DIZ A NORMA (LEI 6514, PORTARIA 3214)
OS PROFISSIONAIS DO SESMT DEVERÃO APLICAR TODO CONHECIMENTO
DE ENGENHARIA, DE MODO A REDUZIR ATÉ ELIMINAR OS RISCOS EXISTENTES
NO LOCAL DE TRABALHO, E DETERMINAR, QUANDO ESGOTADOS TODOS OS
MEIOS CONHECIDOS PARA A ELIMINAÇÃO DO RISCO E ESTE PERSISTIR, MESMO
QUE REDUZIDO, A UTILIZAÇÃO DE EPI’S.
Prevenção de quedas

Em virtude do que diz a Lei, devemos em primeiro lugar utilizar todo
conhecimento para eliminar os risco de acidentes, fazendo uso dos
equipamentos de proteção coletiva (EPC). Não sendo possível, lançamos mão
do EPI.
Por isso não basta darmos somente o cinto de segurança para o
funcionário, devemos assegurar que independente do uso do cinto de
segurança ele estará seguro, uma vez que é previsível que o funcionário não
use o cinto de segurança na execução do serviço.
A TÉCNICA DE PREVENÇÃO DE QUEDAS
A FILOSOFIA DA PREVENÇÃO DE QUEDAS DE ALTURA DEVE ATENDER A
UMA SEQÜÊNCIA, PARA OS DIFERENTES GRAUS DE PREVENÇÃO DE QUEDAS,
1- REDUÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO RISCO: TRANSFERIR O QUE
FOR POSSÍVEL A FIM DE QUE O SERVIÇO POSSA SER EXECUTADO NO
SOLO, ELIMINADO O RISCO. - EX.: PEÇAS PRÉ-MONTADAS.
2- IMPEDIR A QUEDA: ELIMINAR O RISCO ATRAVÉS DA CONCEPÇÃO E
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA OBRA. - EX.: COLOCAÇÃO DE
GUARDA-CORPO.
3- LIMITAR A QUEDA: SE A QUEDA FOR IMPOSSÍVEL, DEVE-SE RECORRER
A PROTEÇÕES QUE A LIMITEM. - EX.: REDES DE PROTEÇÃO.
4- PROTEÇÃO INDIVIDUAL: SE NÃO FOR POSSÍVEL A ADOÇÃO DE MEDIDAS
QUE REDUZAM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO, IMPEÇAM OU LIMITEM A
QUEDA DE PESSOAS, DEVE-SE RECORRER A EQUIPAMENTOS DE
PROTEÇÃO INDIVIDUAL. - EX.: CINTO DE SEGURANÇA.
OBS.: PARA TRABALHOS NORMAIS, ESTA TÉCNICA DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL DEVE FICAR LIMITADA A TAREFAS DE CURTA DURAÇÃO.
NO ENTANTO, DEVE-SE UTILIZAR A PROTEÇÃO INDIVIDUAL QUANDO O
RISCO TOTAL DAS OPERAÇÕES DE COLOCAÇÃO E/OU DESMONTAGEM
DA PROTEÇÃO COLETIVA FOR SUPERIOR AO USO DA CITADA
PROTEÇÃO COLETIVA.
IMPORTANTE:
SEMPRE QUE POSSÍVEL COMBINAR DUAS TÉCNICAS DE PREVENÇÃO,
ALCANÇADO 100% DE PROTEÇÃO.

FATORES QUE INFLUENCIAM A ESCOLHA DAS
TÉCNICAS A SEREM UTILIZADAS
1- TEMPO DE EXPOSIÇÃO: TEMPO NECESSÁRIO PARA A EXECUÇÃO DO
SERVIÇO;
2- NUMERO DE PESSOAS ENVOLVIDAS: QUANTIDADE DE OPERÁRIOS QUE
TRABALHARÃO NO SERVIÇO;
3- REPETITIVIDADE DO SERVIÇO: OS SERVIÇOS SÃO FEITO COM
FRENQUENCIA OU OS EQUIPAMENTOS PODEM SER USADOS EM OUTROS
SERVIÇOS;
4- CUSTO X BENEFÍCIO: VERIFICAR QUANTO CUSTA A PROTEÇÃO E QUANTO
DE PROTEÇÃO EFICAZ ELA OFERECE;
5- PRODUTIVIDADE: A PROTEÇÃO AUMENTA A PRODUTIVIDADE DOS
TRABALHADORES;
6- ESPAÇO FÍSICO E INTERFERÊNCIA: HÁ ESPAÇO PARA COLOCAÇÃO DA
PROTEÇÃO E NÃO HA INTERFERÊNCIA.
OS EPC’S MAIS UTILIZADOS NA PREVENÇÃO DE
QUEDA DE TRABALHOS EM ALTURA
�� REDE DE PROTEÇÃO E GUARDA-CORPO DE REDE;
�� PLATAFORMA PROVISÓRIA E BANDEJA DE PROTEÇÃO;
�� TRAVA-QUEDA E CABO DE AÇO GUIA;
�� GUARDA-CORPO;
�� PRANCHAS ANTI-DERRAPANTES;
�� CADEIRA SUSPENSA;
�� ANDAIME SUSPENSO;
�� ELEVADORES DE PESSOAL.

PREVENÇÃO DE QUEDAS DE ALTURA
NO RAMO DE MONTAGENS INDUSTRIAIS NA CONSTRUÇÃO
CIVIL, A MAIORIA DOS ACIDENTES GRAVES DO TRABALHO SE
DEVE A QUEDAS DE ALTURAS ELEVADAS.


PRINCIPAIS CAUSAS DAS
• Perda de equilíbrio do
trabalhador à beira do
espaço, sem proteção.
(Escorregão, passo em falso etc.)
• Falta de proteção
Prevenção de quedas
TST ALEXANDRE ROGERIO ROQUE -5-
TST Alexandre R. Roque
• Falha de uma instalação ou de
um dispositivo de proteção.
(Quebra de suporte ou ruptura
de cabo de aço)
• Método impróprio detrabalho
• Trabalhador não apto
ao trabalho em altura(Problemas de Saúde)
• Contato acidental com condutor ou massa sob tensão elétrica


ALGUMAS OPERAÇÕES E AS PREVENÇÕES NECESSÁRIAS

�� MONTAGEM DE ESTRUTURAS METÁLICAS E DA COBERTURA: TRABALHOS
NO PLANO HORIZONTAL.
EPC’S RECOMENDADOS: REDE DE PROTEÇÃO, CABO DE AÇO GUIA, TRAVAQUEDAS
RETRÁTIL, PRANCHAS ANTI-DERRAPANTES.
�� MONTAGEM DE ESTRUTURAS METÁLICAS E DE FECHAMENTO LATERAL:
TRABALHO NO PLANO VERTICAL.
EPC’S RECOMENDADOS: REDE DE PROTEÇÃO, CABO DE AÇO GUIA, TRAVAQUEDAS
RETRÁTIL.
�� MONTAGEM DE ANDAIME E ACESSO EM ALTURA POR ANDAIME.
EPC’S RECOMENDADOS: TRAVA-QUEDAS RETRÁTIL.
�� OPERAÇÕES DE FORMA, ARMAÇÃO, CONCRETAGEM E DESFORMA DE
LAJES.
EPC’S RECOMENDADOS: REDE DE PROTEÇÃO, CABO GUIA, GUARDA CORPO E
PLATAFORMA PROVISÓRIA.
�� MONTAGEM DE TUBULAÇÕES HIDRÁULICAS, ELÉTRICAS E PNEUMÁTICAS.
EPC’S RECOMENDADOS: CABO DE AÇO GUIA, TRAVA-QUEDAS RETRÁTIL E
PLATAFORMA PROVISÓRIA.
�� MONTAGEM DE CHAMINÉS.
EPC’S RECOMENDADOS: PRANCHAS ANTIDERRAPANTES, PLATAFORMA
PROVISÓRIA, CABO DE AÇO GUIA, TRAVA-QUEDAS RETRÁTIL.
�� MONTAGEM DE DUTOS DE VENTILAÇÃO.
EPC’S RECOMENDADOS: CABO DE AÇO GUIA, TRAVA-QUEDAS RETRÁTIL,
PLATAFORMA PROVISÓRIA.
�� MONTAGEM DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.
EPC’S RECOMENDADOS: CABO DE AÇO GUIA, TRAVA-QUEDAS E GUARDACORPO.
�� MONTAGEM DE MONOVIA E PONTE ROLANTE.
EPC’S RECOMENDADOS: CABO DE AÇO GUIA, TRAVA-QUEDAS RETRÁTIL.
�� PINTURA DE ESTRUTURAS E TELHADOS.
EPC’S RECOMENDADOS: CABO DE AÇO GUIA, TRAVA-QUEDAS RETRÁTIL,
PLATAFORMA PROVISÓRIA.

CHEK LIST DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES EM
ALTURA
I- REALIZAR INSPEÇÃO NO LOCAL DO SERVIÇO ANTES DO INÍCIO DA
OBRA, A FIM DE SE REALIZAR LEVANTAMENTO DOS RISCOS
EXISTENTES.
II- REALIZAR UM MICRO-PLANEJAMENTO DO SERVIÇO A SER
EXECUTADO.
III- INSPECIONAR OS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO, VERIFICANDO SE
ESTÃO EM BOM ESTADO, SE OFERECEM RESISTÊNCIA AOS ESFORÇOS A
QUE SERÃO SUBMETIDOS. NUNCA IMPROVISAR DISPOSITIVO DE
PROTEÇÃO
IV- PREPARAR E MONTAR TODO EQUIPAMENTO NECESSÁRIO PARA
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
V- VERIFICAR SE TODO PESSOAL ENVOLVIDO ESTÁ APTO AO SERVIÇO.
VI- ISOLAR E SINALIZAR TODA A ÁREA SOB O SERVIÇO. A ÁREA A SER
ISOLADA DEVERÁ SER SEMPRE MAIOR QUE A PROJEÇÃO DA SOMBRA
DA ÁREA DO SERVIÇO.
VII- QUANDO A EXECUÇÃO DE UM SERVIÇO ESPECIFÍCO E DE POUCA
DURAÇÃO EXIGE A RETIRADA DE UM DISPOSITIVO DE SEGURANÇA,
MEDIDAS SUPLEMENTARES DE SEGURANÇA DEVEM SER TOMADAS.
TODO DISPOSITIVO RETIRADO DEVERÁ SER RECOLOCADO NO FIM DA
EXECUÇÃO DO SERVIÇO
VIII- OS OPERÁRIOS DEVERÃO POSSUIR PORTA-FERRAMENTAS E/OU
AMARRAR AO CINTO OU PUNHO AS FERRAMENTAS DE PEQUENO
PORTE.
IX- É PROIBIDA A REALIZAÇÃO DE OUTRO TRABALHO SIMULTÂNEO AO
TRABALHO EM ALTURA. SE NECESSÁRIA A EXECUÇÃO DESTE SERVIÇO,
O TRABALHO EM ALTURA DEVE SER PARALISADO.


X- SEMPRE QUE HOUVEREM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS AÉREAS NAS
PROXIMIDADES DO SERVIÇO, É NECESSÁRIA A INSTALAÇÃO DE
PROTEÇÃO (BARREIRAS) QUE EVITE O CONTATO ACIDENTAL.
XI- A EXECUÇÃO DE TRABALHOS ACIMA E NA MESMA DIREÇÃO DE PONTA
TUBOS E DE FERROS VERTICAIS DESPROTEGIDOS DEVE SER EVITADA.
QUANDO ISSO NÃO FOR POSSÍVEL, TAIS PONTAS DEVEM SER
PROTEGIDAS.
XII- ANTES DO INICIO DO SERVIÇO, O DEPTO DE SEGURANÇA DEVERÁ SER
COMUNICADO, A FIM DE TOMAR TODAS AS PROVIDÊNCIAS
NECESSÁRIAS QUANTO À PREVENÇÃO DE ACIDENTES, BEM COMO,
QUANDO ACHAR NECESSÁRIO, PROMOVER PALESTRA À EQUIPE QUE
REALIZARÁ O SERVIÇO, NO SENTIDO DE ORIENTÁ-LA QUANTO ÀS
MEDIDAS DE SEGURANÇA.
XIII- O IÇAMENTO DE MATERIAIS PESADOS DEVERÁ SER FEITO SOMENTE
COM O USO DE TALHAS AMARRADAS NA ESTRUTURA DO PRÉDIO.
NUNCA NO ANDAIME OU TUBULAÇÕES.
XIV- INSPECIONAR E VERIFICAR OS EQUIPAMENTOS DE IÇAMENTO,
COMO: PESO MÁXIMO PERMITIDO, ESTADO DE CONSERVAÇÃO, BEM
COMO OS CABO DE AÇO E CORDAS.
XV- O TRABALHO SOBRE MÁQUINAS EM MOVIMENTO DEVE SER EVITADO.
QUANDO NÃO FOR POSSÍVEL, TOMAR MEDIDAS COMPLEMENTARES DE
SEGURANÇA, PREVENINDO O RISCO DE PRENSAMENTO DOS
OPERÁRIOS.
XVI- TODO CUIDADO DEVE SER TOMADO PARA EVITAR A QUEDA, SOBRE
TRABALHADORES E MAQUINAS OU EQUIPAMENTOS EM NÍVEIS
INFERIORES, DE FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS TAIS COMO:
MARTELO, FURADEIRA, LIXADEIRA , ETC.

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